MPMT
Fabiano Oliveira da Silva foi condenado pelo
Tribunal do Júri de Cuiabá pelo homicídio
qualificado de Wesley Douglas Avelar e por
posse ilegal de arma de fogo, em julgamento
realizado na segunda-feira (13). A pena
fixada foi de 16 anos de reclusão e um ano de
detenção, a serem cumpridos em regime inicial
fechado.
O Conselho de Sentença acolheu a tese
apresentada pelo Ministério Público de Mato
Grosso (MPMT) e reconheceu que o crime foi
praticado por motivo torpe e mediante recurso
que dificultou a defesa da vítima. A acusação
foi sustentada em plenário pelo promotor de
Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues.
O crime ocorreu em 2017, no bairro Pedra 90,
em Cuiabá. No ano seguinte, em 2018, foi
decretada a prisão preventiva de Fabiano, que
permaneceu foragido por cerca de sete anos,
até ser localizado e preso em maio de 2025,
na cidade de Novo Progresso (PA). Após a
prisão, ele foi citado pessoalmente e,
posteriormente, pronunciado para julgamento
pelo Tribunal do Júri.
De acordo com a denúncia do MPMT, a vítima
foi convidada por um terceiro não
identificado para consumir drogas na
residência do réu, local conhecido pelo
comércio e uso de entorpecentes. Ao longo da
madrugada e da manhã seguinte, os envolvidos
consumiram drogas e bebidas alcoólicas.
Ainda conforme a acusação, no período da
tarde do dia seguinte, teve início uma
discussão motivada por dívida relacionada ao
tráfico de drogas, em frente à residência.
Durante o desentendimento, Fabiano sacou uma
arma de fogo e efetuou três disparos contra
Wesley Douglas, atingindo regiões vitais do
pescoço e do tórax. A vítima, surpreendida e
em estado de vulnerabilidade física, não teve
chance de defesa e morreu em decorrência de
choque hemorrágico. Durante diligências no
local, a polícia apreendeu uma espingarda
calibre 32 e munições, mantidas sem
autorização legal, o que também motivou a
condenação pelo crime de posse ilegal de arma
de fogo.
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