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12/01/2012  - MT: Narcotraficantes são condenados por crime com requintes de crueldade
 
MP-MT - Andréia Sversut

Dois dos quatro denunciados pelo Ministério
Público Estadual (MPE) por homicídio
triplamente qualificado praticado contra o
garçom Ruy Alberi de Castro Filho foram
condenados na noite desta terça-feira
(10.01), no município de Cáceres, pelo
Tribunal do Júri. Foram julgados os réus
Ademilson Domingos Tazzo e Joilson Gonçalo
Barbosa, que foram condenados a 14 anos e
seis meses e 14 anos de reclusão,
respectivamente. O crime ocorreu em julho de
2008, na região do distrito do Caramujo,
cerca de 30 km de Cáceres.

De acordo com o promotor de Justiça Samuel
Frungilo, o policial civil Joel Almeida
também foi denunciado pelo crime e será
julgado em breve. O outro acusado Alberto
Gouvea Nunes está foragido. “O crime teve
grande repercussão na região pelos requintes
de crueldade utilizados pelos réus. O
Tribunal do Júri acatou a tese do Ministério
Público e condenou os réus por homicídio
triplamente qualificado, caracterizado por
motivo torpe, meio cruel e utilização de
recurso que impossibilitou a defesa da
vítima”, disse ele, que atua na Promotoria de
Justiça de Cáceres.

Consta na denúncia do Ministério Público que
o policial civil sequestrou a vítima em sua
casa, no bairro Cohab Nova, para uma suposta
averiguação policial e, dias depois, seu
corpo foi localizado em um riacho, afluente
do rio Padre Inácio, por moradores da região.
O garçom teve as mãos e os pés amarrados a
uma peça de caminhão (virabrequim), com peso
aproximado de 60 quilos.

Segundo inquérito da Polícia Civil, a vítima
teria ficado responsável pela revenda de
cerca de 90 kg de cocaína, recebidos em troca
de duas aeronaves, roubadas em 2007, no
município de Mirassol d´Oeste e levadas para
a Bolívia. Um dos aviões era de propriedade
de Ademilson Tazzo e o outro pertencia à
facção criminosa de São Paulo. Conforme as
investigações, Tazzo era responsável pela
organização criminosa na fronteira.

A Polícia Civil concluiu que Joel levou a
vítima para Ademilson Tazzo e seus dois
comparsas Joilson Gonçalo Barbosa e Alberto
Gouvea Nunes. Após ser torturado, o garçom
foi lançado com vida dentro do rio.

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