::Confraria do Júri::

 
 

 

      

Enquete

Você é a favor da ampliação da competência do Tribunal do Júri para outros crimes seguidos de morte?
 
Sim, para qualquer crime doloso seguido de morte.
Sim, com exceção do estupro seguido de morte.
Não. A competência do Tribunal do Júri deve permanecer a mesma.
Não tenho opinião formada.

 
Ver resultados
 
  
  
     Notícias
 
16/07/2026  - MPMG obtém condenação de 20 anos de prisão para homem acusado de feminicídio contra companheira
 
MPMG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Bom Despacho, na região Centro-Oeste do estado, obteve nesta quarta-feira, 15 de julho, a condenação a 20 anos e nove meses de prisão de um homem de 41 anos por feminicídio cometido contra a ex-companheira, de 23 anos. Na época do crime, os dois mantinham uma união estável e tinham uma filha de apenas um ano e cinco meses. O crime ocorreu na madrugada do dia 2 de fevereiro de 2022 e gerou grande repercussão na cidade.

De acordo com a denúncia do MPMG, o casal iniciou uma discussão na noite do dia 1º de fevereiro, que se arrastou até a madrugada. Em determinado momento, o homem atacou a vítima e a asfixiou, o que, segundo o laudo da necropsia, foi a causa direta de sua morte.

Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados e, ao entrarem na residência, encontraram a vítima já sem vida. O autor havia enrolado o corpo em uma colcha verde. Após o crime, ele fugiu do local e foi realizar uma corrida de aplicativo. A filha do casal, de apenas um ano e cinco meses, dormia no quarto enquanto a mãe estava morta em casa. Ela ficou sob o cuidado de parentes.

O homem, que trabalhava em uma farmácia na cidade, não foi localizado logo após o crime. A investigação apurou que, depois do assassinato, ele chegou a fazer contato com algumas pessoas. Ele só se apresentou à polícia após o período do flagrante ter expirado.

Testemunhas afirmaram que o relacionamento dos dois era conturbado. Um boletim de ocorrência registrado anteriormente, quando a vítima estava grávida de oito meses, apontava que ela já havia sido agredida de diversas formas pelo companheiro.

O Conselho de Sentença acatou as qualificadoras apontadas pelo MPMG: o emprego de asfixia e o cometimento do crime contra a mulher em âmbito doméstico e familiar. O juízo determinou a destituição do poder familiar do réu em relação à filha e a execução imediata da pena. O acusado, que respondia pelo crime em liberdade, foi preso ao final da sessão.

O Júri contou com a atuação dos promotores de Justiça Luana Cimetta Cançado e Lucas Augusto Resende Monteiro. "A Justiça foi feita. A mãe da vítima, que dizia se sentir fracassada, humilhada e um lixo por ver o feminicídio da filha impune. Hoje sai daqui, pelo menos, com o consolo no coração de que a Justiça tardou, mas não falhou", afirmou a promotora de Justiça Luana Cimetta Cançado.

A juíza ainda determinou que o réu pague uma indenização de R$ 20 mil à família da vítima.

Voltar


comente/critique essa matéria

 

 Confraria do Júri - Rua 6, s/nº, CPA - Cuiabá/MT