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     Notícias
 
16/03/2026  - MPMG denuncia médica por morte com dolo eventual após procedimento estético
 
MPMG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra uma médica em Montes Claros, no Norte de Minas, pela morte de uma paciente durante um procedimento estético. O crime, ocorrido em 11 de dezembro de 2025, foi classificado como homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, qualificado por motivo torpe.

A denúncia foi apresentada pela Promotoria de Justiça Criminal Montes Claros. De acordo com o documento, a vítima, de 41 anos, submeteu-se a uma cirurgia denominada Mini Extração Lipídica Ambulatorial (Mela), conhecida vulgarmente como "mini lipo", em um consultório alugado que funcionava originalmente como sala de fisioterapia.

A investigação apurou que a acusada, graduada há cerca de um ano e sem especialização em cirurgia plástica, realizou o procedimento em local desprovido de estrutura de centro cirúrgico e sem alvará sanitário para intervenções invasivas. Durante o ato, a médica administrou sedação venosa com Propofol sem a presença de um anestesiologista e sem equipamentos adequados para monitorização cardíaca ou controle de dosagem.

A técnica utilizada foi considerada "grosseiramente arriscada" pelo MPMG, pois a cânula (pequeno tubo usando no procedimento) foi introduzida em profundidade incompatível com a segurança, atingindo o retroperitônio e a artéria femoral da paciente. A vítima sofreu choque hemorrágico, caracterizado quando há perda intensa e repentina de sangue. Ela morreu no local, que não tinha itens básicos de socorro, como desfibrilador ou oxigênio.

O MPMG sustenta que a denunciada agiu por motivo torpe, movida por interesse econômico, ao oferecer procedimentos de baixo custo reduzindo despesas essenciais com segurança e equipe técnica. Por se tratar de um crime contra a vida, o órgão requereu que a ré seja submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri. Também foi pedido o pagamento de uma indenização mínima em favor dos herdeiros da vítima.

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