- MPMT divulga cartilha ''Do luto à Justiça'' em reunião com instituições
MPMT
A 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Sinop
realizou, na tarde desta segunda-feira (9),
uma reunião com representantes de diversas
instituições do sistema de Justiça e da rede
de atendimento psicossocial para apresentar e
divulgar a cartilha “Do Luto à Justiça: Guia
Psicológico, Social e Jurídico para
Familiares de Vítimas de Homicídio”. O
material, elaborado pelo Núcleo de Defesa da
Vida da comarca, tem como objetivo oferecer
orientação e acolhimento às famílias que
enfrentam perdas traumáticas decorrentes de
homicídios, feminicídios, tentativas de
homicídio e latrocínios.
O encontro ocorreu na sede das Promotorias de
Justiça e contou com a presença da juíza da
1ª Vara Criminal, Giselda Regina Sobreira de
Oliveira Andrade, de representantes da
Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB) - 6ª Subseção de Sinop, da
Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa
(DHPP), da Perícia Oficial e Identificação
Técnica (Politec) e da Secretaria Municipal
de Assistência Social. A reunião marcou o
início de uma etapa da divulgação do guia,
considerado pelo MPMT um marco no cuidado às
famílias atingidas pela violência.
Durante a apresentação, o promotor de Justiça
Herbert Dias Ferreira, coordenador do Núcleo
de Defesa da Vida, destacou que a cartilha
foi elaborada em linguagem simples e
acessível para orientar familiares que
enfrentam o chamado luto traumático, que é
aquele provocado por perdas abruptas e
violentas, como homicídios e feminicídios.
Segundo ele, o material busca reconhecer a
legitimidade da dor e reforçar que não existe
uma forma “correta” de viver o luto, já que
cada pessoa enfrenta esse processo de maneira
única. “Ela foi elaborada para acolher quem
enfrenta esse sofrimento, oferecendo apoio
emocional e reafirmando o compromisso do
Ministério Público com o cuidado digno e o
direito à justiça. Que seja um instrumento de
orientação e empatia para quem precisa”,
afirmou.
No encontro, o promotor apresentou dados do
Ministério da Justiça e Segurança Pública
sobre homicídios, feminicídios e latrocínios.
Segundo ele, em Sinop, foram 116 vítimas ao
longo do ano. Para Herbert Ferreira, os
números evidenciam a urgência de ações de
acolhimento. “São viúvas, órfãos, famílias
destruídas pela violência. A perda de um
familiar já é extremamente dolorosa, e quando
ocorre devido a um homicídio ou feminicídio,
o impacto emocional, social e simbólico é
ainda maior. Nosso papel é estar à disposição
para compreender essa dor e oferecer o melhor
direcionamento possível”, ressaltou.
Lançada em novembro do ano passado, a
cartilha reúne informações sobre
manifestações do luto, mitos comuns sobre o
tema, orientações sobre cuidados emocionais
no dia a dia e sugestões de como amigos e
familiares podem ajudar. O material também
explica como identificar sinais de que o luto
pode ter se transformado em um transtorno e
quando buscar apoio especializado. Além das
questões psicológicas e sociais, o guia
detalha o funcionamento do processo jurídico
e os direitos das vítimas.