- Várzea Grande: Hércules enfrenta júri dia 24 de março
Steffanie Schmidt - A Gazeta
A juíza da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, Maria Erotides Kneip Baranjak, remarcou o júri popular do ex-policial Hércules de Araújo Agostinho para o próximo dia 24 de março. O tribunal do júri estava previsto para acontecer na segunda-feira, mas o advogado de uma das acusadas, Francisca Benta de Campos Silva, não foi intimado a tempo. Nos autos, o Hércules é acusado de matar o agente de fiscalização e arrecadação da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), José Gervásio da Silva Júnior, a mando de Francisca, esposa da vítima, e do seu ex-amante, Claudecir da Silva Aires, morto cerca de dois meses depois de Gervásio.
O crime ocorreu em 2 de setembro de 1999 em Nossa Senhora do Livramento. De acordo com inquérito, o inspetor de menores, Milton Pinheiro da Silva, chefe de Claudecir, teria intermediado a negociação. Ele também é réu no processo. Hércules recebeu R$ 20 mil.
Por conta de denúncias acerca da "Máfia do Fisco", ocorrida na época, a Polícia chegou a trabalhar com a hipótese de que o crime estivesse relacionado ao trabalho de Gervásio. Entretanto, a linha de investigação foi descartada após a prisão do ex-policial pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por crimes de pistolagem. Ele afirmou que o homicídio teria sido encomendado pela própria mulher e executado pelo ex-policial militar Edmilson Pereira da Silva. Segundo o relatório do delegado Luciano Inácio, Hércules contou todos os detalhes do crime, mas mentiu sobre o autor do crime. O depoimento de Edmilson, conforme o despacho, demonstrou a materialidade e autoria verdadeira, culminando com o indiciamento do ex-cabo.