O Tribunal do Júri condenou o lavador de carros Jaeder Silveira dos Santos, 21 anos, a 29 anos e seis meses de prisão por triplo homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Ele assassinou três servidores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do campus de Rondonópolis, no dia 27 de novembro de 2007 e, em depoimento policial, confessou o crime.
O advogado de Jaeder, Wilson Lopes, afirmou que está analisando se entrará com recurso para redução da pena. “É uma condenação elevada do ponto de vista da defesa. Não foram levados em conta, da forma que deveriam, os fatos de que ele confessou espontaneamente e era menor de 21 na época do crime. Temos até segunda-feira para recorrer, até lá vamos decidir”, falou o defensor.
O julgamento teve início terça-feira às 9 horas da manhã e terminou a 1 hora da madrugada de ontem. Jaeder manteve silêncio em frente aos jurados, que o consideraram culpado por unanimidade. O condenado permanecerá no Presídio da Mata Grande, em Rondonópolis, onde está desde o dia de sua prisão, em 30 de dezembro.
Quando foi preso, Jaeder foi encontrado com uma arma de fogo e interceptações telefônicas revelaram que ele tramava com comparsas roubos e compra de armas. O fato levou o juiz Francisco Alexandre Ribeiro, da Vara Federal de Rondonópolis, a considerar a conduta dele anti-social e com personalidade vocacionada para o crime.
O assassinato da pró-reitora do campus da UFMT de Rondonópolis, Soraiha Miranda de Lima, do prefeito do campus, Luiz Mauro Pires Russo, e do professor de zootecnia, Alessandro Luiz Fraga, aconteceu às 23h30 do dia 27 de novembro do ano passado, quando o trio chegava à casa da professora após uma reunião em Cuiabá.
A denúncia do Ministério Público Federal revelou que Jaeder receberia R$ 3 mil para assassinar a pró-reitora e o crime teria sido encomendado pelo motorista da UFMT, Jorge Tabory, que será julgado separadamente a pedido de sua defesa como mentor intelectual do crime.
Além de descobrir que Tabory era proprietário de um lava-jato que prestava serviços irregularmente à UFMT, a pró-reitora impediu a contratação do irmão do mandante pela instituição federal. Foi então que Tabory contratou o primo de sua amante, Jaeder, para executar o serviço. Os outros dois servidores foram mortos por queima de arquivo.
---------------------------------------- Matéria do jornal A Gazeta
Assassino é condenado a 29 anos e 6 meses de reclusão
Wisley Tomaz
O acusado de ter assassinado a tiros três servidores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do campus de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), Jaeder Silveira dos Santos, foi condenados a 29 anos e seis meses de prisão em regime fechado. O julgamento foi realizado na Câmara de Vereadores daquele município na quarta-feira (02) e durou cerca de 17 horas.
O réu usou o seu direito constitucional de não se pronunciar, já que seu advogado sustentou a tese de que não houve qualificadoras para o crime e, também, que apenas a confissão do réu não seria suficiente para condená-lo. Jaeder foi condenado por homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras são: prática do crime para receber recompensa, falta de oportunidade de defesa das vítimas e prática do crime para ocultar outro crime.
O Crime - Os assassinatos aconteceram por volta das 23h30 do dia 27 de novembro de 2007, no bairro Colina Verde. Foram mortos a pró-reitora da UFMT, Soraiha Miranda de Lima, o prefeito do campus, Luiz Mauro Pires Russo e o professor de zootecnia, Alessandro Fraga, quando chegavam em um carro na casa da pró-reitora.
Júri hoje - Rutênio Pires de Miranda enfrenta hoje o julgamento popular pela morte do chacareiro Márcio Aurélio Leocádio Rosa, crime ocorrido em agosto de 2005 na cidade de Poconé (104 Km ao Sul de Cuiabá). O acusado é irmão do policial militar Evaldo Santana de Miranda, que já foi condenado a 12 anos de prisão pelo mesmo crime.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado, a vítima foi retirada de dentro da residência dela. A ossada foi encontrada na propriedade da família de Evaldo. O motivo do crime seria porque a vítima teria roubado uma motocicleta.
Este julgamento acontece em Cuiabá porque a Justiça entendeu que havia risco para os jurados de Poconé, local onde o crime foi cometido.