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03/12/2008  - MT: Júri julga acusados pela morte de servidores da UFMT
 
Wisley Tomaz - Jornal A Gazeta

O acusado de ter assassinado a tiros três servidores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) do campus de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), Jaeder Silveira dos Santos, ficou em silêncio durante o seu julgamento realizado ontem na Câmara de Vereadores daquele município. O réu usou o seu direito constitucional de não se pronunciar. O Tribunal do Júri foi presidido pelo juiz federal Francisco Alexandre Ribeiro, pelo fato do crime envolver servidores federais.

Até às 20h de ontem, 10 testemunhas já haviam prestado depoimento e a primeira etapa do debate entre a acusação e a defesa já havia terminado. O passo a seguir seria a réplica. Segundo Ítalo Eduardo Pessoa Sousa, assessor do juiz, o júri estava acontecendo de forma tranquila, como previsto. Ele ainda disse que o advogado de defesa, Nilson Lopes, sustentou a tese de que não houve qualificadoras para o crime e, que apenas a confissão do réu não seria suficiente para condená-lo.

Jaeder é acusado de homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras são: prática do crime para receber recompensa, falta de oportunidade de defesa das vítimas e prática do crime para ocultar outro crime.

O Crime - Os assassinatos aconteceram por volta das 23h30 do dia 27 de novembro de 2007, no bairro Colina Verde. Foram mortos a pró-reitora da UFMT, Soraiha Miranda de Lima, o prefeito do campus, Luiz Mauro Pires Russo e o professor de zootecnia, Alessandro Fraga, quando chegavam em um carro na casa da pró-reitora.

De acordo com as investigações, os motivos estão relacionados às funções públicas que as duas primeiras vítimas desempenhavam na UFMT. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, Jorge Luiz Tabory teria prometido pagar R$ 3 mil a Jaeder, que era primo de sua amante (Juliana Silva), para matar Soraiha. A vítima, enquanto Pró-reitora, teria prejudicado ele, impedindo-o de continuar a prestar serviços particulares de lavagem de carros para a universidade, bem como inviabilizando a contratação de seu irmão, Belo Tabory, como motorista terceirizado. O processo em relação a Jorge foi desmembrado.

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