- PA: Júri mantém condenação de acusada de planejar e ajudar na execução dos pais
MP-PA
O Ministério Público de Ananindeua, por meio do Promotor de Justiça Franklin Lobato Prado, conseguiu manter a condenação de 50 anos de Iraceli Barbosa Angelim, no segundo júri da ré, acusada de planejar e ajudar a matar os próprios pais, em 2004. A sessão do Tribunal do Júri aconteceu no fórum criminal de Ananindeua foi presidida pela juíza Guisela Haase de Miranda Moreira. O novo júri aconteceu por ter sido a ré condenada em julgamento anterior à nova lei que dispensou essa exigência para réus condenados a mais de 20 anos de reclusão.
Em agosto de 2004, Iraceli Barbosa Angelim planejou e ajudou na execução dos pais, a professora Ana Antônia Amaral Barbosa, morta com 18 facadas, e o investigador de polícia Leonardo David Angelim da Cunha, morto à tiros enquanto dormia. Para executar o crimel, Iraceli procurou o caseiro da família Cosme Martins da Silva, que alegando não ter coragem de cometer o crime, contratou Fabrício Nogueira da Silva, que no dia dos assassinatos estava em companhia de um adolescente. Leornardo foi morto a tiros e Ana Antônia com 18 facadas.
O promotor de justiça Franklin Prado manteve a estratégia do primeiro júri, alegando homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e sem chances de defesa das vítimas. O crime, segundo o MP, teria sido cometido porque Iraceli estava grávida de alguém conhecido da família e não desejava que os pais soubessem.