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19/02/2010  - MT: Mototaxista será julgado no dia 24 por morte da ex-esposa
 
Diário de Cuiabá - Adilson Rosa

O mototaxista Wilson Campos da Silva, de 45 anos, deverá se sentar no banco dos réus no próximo dia 24 para ser julgado pelo assassinato da ex-esposa, Lucineide Alves Dias, então com 42 anos. É mais um assassinato no qual a vítima procurou a polícia pedindo proteção contra o ex-marido, mas a lei, na prática, se mostrou inócua, pois as medidas protetivas não foram obedecidas.

O crime passional (motivado por paixão) ocorreu no dia 25 de janeiro de 2008, na residência da mulher, no Jardim Gramado, em Cuiabá. Familiares reclamaram que Lucineide já havia registrado queixa na Delegacia da Defesa da Mulher contra o ex-marido temendo algo pior, mas nenhuma medida teria sido tomada.

O julgamento acontece pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá, presidido pela juíza Mônica Catarina Perry de Siqueira. Wilson foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por homicídio duplamente qualificado - recurso que dificultou a defesa por parte da vítima e meio cruel (asfixia).

De acordo com a denúncia do MPE, o casal tinha duas filhas. No dia do crime, eles se encontravam separados de fato havia aproximadamente um mês e o motataxista já convivia com outra mulher.

Wilson teria entrado na casa da vítima pelos fundos e, no momento em que Lucineide chegou, ele a teria acusado de ter um amante, iniciando-se uma discussão. A tensão aumentou a ponto de a vítima pegar o telefone para ligar para a polícia, pois temia algo pior.

Exaltado, Wilson teria arrancado o fio da tomada e, em seguida, dominado a vítima, derrubando-a no chão. Wilson teria asfixiado a ex-esposa até a morte. Ele tentou fugir, mas, horas depois, no início da madrugada, ele foi preso pilotando sua motocicleta Honda 150cc próximo ao Trevo do Lagarto, em Várzea Grande.

Após o assassinato, a filha do casal entrou na casa com o namorado para tomar um copo d’água. Assim que abriu a porta, deparou-se com a mãe caída. Em conversa com policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a filha contou que viu o pai saindo da casa minutos antes e pilotando a motocicleta.

Os policiais, então forneceram o número da placa do veículo que foi localizado horas depois. A princípio, Wilson negou o crime, mas, depois acabou confessando. Os policiais descobriram que as medidas protetivas não estavam sendo aplicadas de forma correta. “Caso fosse seguido à risca, ele (Wilson) não poderia se aproximar mais da ex-esposa”, lembrou um policial que participou das investigações.

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