- Ministério Público de MT pede revisão de júri que absolveu dona de casa
G1
O Ministério Público Estadual (MPE) pediu a revisão do julgamento da dona de casa Luciene Dias da Costa. A Promotoria de Justiça argumentou que teve contradições nas respostas dos jurados durante julgamento realizado na última sexta-feira (17) pelo Tribunal do Júri, em Cuiabá.
Luciene está em liberdade depois de cumprir dois anos e um mês de prisão. Ela foi acusada de ser a mandante do assassinato do marido em 2010 quando um homem invadiu a casa dela e atirou contra a vítima, que na época tinha 28 anos.
O suspeito de ter cometido o crime foi condenado a cumprir 15 anos de prisão por homicídio qualificado. O mesmo juri entendeu por quatro votos a dois que Luciene teve participação no crime. Mas no quesito seguinte, ela foi absolvida pelos jurados também por quatro votos a dois.
Para o Ministério Público, o resultado da votação dos quesitos do caso foi contraditória. Para o promotor Mauro Poderoso, houve um equívoco e, por isso, vai pedir a anulação parcial do juri. “A ofensa gritante foi que o juri falou: Não! Luciene participou e foi a mandante. O terceiro quesito da absolvição é que nós não sabemos. Pode ter sido uma legítima defesa, uma clemência ou um perdão, mas que é incompatível com o segundo quesito.”, afirmou o promotor.
O advogado de Luciene, Vilson Nery, diz que o juri é soberano e que todas as dúvidas dos jurados foram esclarecidas durante o julgamento. “Quem julga são pessoas do povo. Eles dão ou não o perdão. No caso, inclusive, a própria postura técnica do juiz que depois prolatou a sentença não existia nenhuma prova de culpabilidade de Luciene neste caso”, destacou Nery.
À reportagem da TV Centro América, a dona de casa afirmou que o maior sonho, no momento, é reaver a guarda da filha, de sete anos, cujo paradeiro ela não sabe. "Quero a minha filha de volta", disse Luciene. A menina estaria com a sogra dela.